Mês do Orgulho: encontro com Pepita celebra diversidade, motivação e inclusão

O que significa existir com orgulho? Para muitas pessoas, essa resposta passa pelo direito de ser quem se é, de ter a própria história reconhecida e de encontrar espaços de acolhimento e pertencimento. É justamente esse o convite que o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+ nos faz todos os anos.

Para celebrar as múltiplas formas de existir, e também conversar sobre diversidade e inclusão, recebemos uma convidada especial na sede da Lojas Renner S.A., em Porto Alegre: a cantora, atriz e apresentadora Pepita (@pepita). Símbolo de representatividade, ela participou do encontro “Tramas: nós que somos”, em uma conversa sobre carreira, visibilidade e protagonismo de pessoas LGBTQIAPN+.

Bora conferir mais detalhes desse encontro? Continue a leitura!

“Tramas: nós que somos” celebra histórias, escutas e conexões

No dia 17 de junho, o auditório da sede da Lojas Renner S.A., em Porto Alegre, recebeu o encontro “Tramas: nós que somos”. Organizado pelo Elo, grupo de afinidade LGBTIQAPN+, e pelo programa de diversidade e inclusão Plural, o evento celebrou histórias, escutas e conexões que fazem parte da nossa pluralidade

A conversa contou com a participação de Pepita, uma das primeiras mulheres trans a conquistar destaque nacional no funk brasileiro. A artista e mãe do Lucca Antonio utiliza sua visibilidade para atuar no combate ao preconceito e à transfobia, transformando sua trajetória em ferramenta de consciência e inspiração.

Durante o encontro, Pepita compartilhou vivências, respondeu perguntas dos colaboradores e trouxe reflexões profundas sobre identidade, coragem e pertencimento. 

Para encerrar, o evento ganhou ainda mais energia com a presença de parte da bateria da Imperadores do Samba, escola bicampeã do Carnaval de Porto Alegre, celebrando o momento com música, ritmo e alegria.

Leia também: Algodão agroflorestal: Renner é pioneira em um futuro regenerativo

Pepita fala sobre orgulho, representatividade e construção de caminhos

Ao longo da conversa, Pepita trouxe uma mensagem poderosa: ninguém nasce pronto, e tudo bem

Ela compartilhou que ser vista como referência para outras mulheres trans é algo que ainda a emociona e surpreende. Para ela, esse reconhecimento é uma honra, mas também um lembrete constante de aprendizado. Afinal, ser inspiração também significa continuar evoluindo.

Outro ponto marcante foi o papel dos “nãos” em sua trajetória. Em vez de freios, eles se tornaram combustível. Foram essas negativas que fortaleceram sua determinação e a impulsionaram a seguir em frente, em busca do seu espaço e do seu “sim”.

Em mais um relato cheio de carinho, Pepita contou como a maternidade transformou sua vida. A chegada de seu filho trouxe novos significados, ampliou o olhar sobre o mundo e reforçou a importância da família como espaço de aprendizado, paciência e amor. É nesse lugar afetivo que ela reconhece sua maior força. 

Ao olhar para sua própria história, deixou uma mensagem que ecoa para muitas pessoas: nunca desistir de afirmar quem se é. Como ela mesma disse, precisamos seguir “gritando para o mundo” a própria existência, com orgulho. 

Encerrando sua participação, Pepita trouxe um desejo simples e essencial: que cada pessoa ali saísse daquele encontro levando consigo a intenção de semear mais acolhimento, especialmente para mulheres trans e travestis.

Diversidade é uma conversa de todos os dias

Se tem algo que ficou claro durante o encontro, é que falar de diversidade não pode ser algo pontual. É um compromisso diário, coletivo e contínuo

Pepita chamou atenção para o papel das lideranças nesse processo. Para ela, se avançamos tanto em tecnologia e inovação, é fundamental que avancemos também em inclusão, com a mesma prioridade, urgência e intenção. 

Ela trouxe mais um ponto importante: o reconhecimento de identidades e vozes não pode acontecer apenas durante o Mês do Orgulho. A diversidade precisa ser valorizada durante todo o ano, nas pequenas e grandes atitudes. 

Outro alerta de Pepita foi sobre comportamentos que, mesmo sem intenção negativa, reforçam preconceitos. Frases como “na minha época era assim” revelam a necessidade de evolução constante, afinal, viver em sociedade é também atualizar formas de pensar, agir e respeitar. 

Respeito, aliás, foi uma palavra-chave. Um respeito que precisa ser praticado de forma genuína, recíproca e consciente. 

Você também pode se interessar: Ecoestilo Renner: como dar o destino correto para peças sem uso

Na Lojas Renner S.A., seguimos comprometidos em construir ambientes cada vez mais humanos, plurais e acolhedores, onde todas as pessoas possam existir, crescer e pertencer sendo exatamente quem são. 

Porque, no fim das contas, existir com orgulho também é isso: saber que há espaço para ser. E que esse espaço é construído juntos, todos os dias.